24 janeiro 2011

Síntese biográfica


Retrato da minha vida nestes últimos dois anos... E não parece ter melhoras... :(

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10 junho 2010

Trivialidades... ou não...

Conversa (supostamente) trivial à hora de jantar...

Mãe: Sabes, hoje encontrei a D...

Eu: Quem é a D.?

Mãe: A D., a vizinha do C., o que era o teu melhor amigo na escola. Perguntei se sabia alguma coisa dele e disse-lhe que se me cruzasse com ele, provavelmente não o reconheceria. Ela diz que está muito diferente, que está mais gordo...

Eu: Hum...

Mãe: Disse-me que o C. formou-se em Engenharia, comprou carro e já comprou casa. Mas vive sozinho. Eu não disse nada mas enquanto a D. me contava isto eu pensava "só o meu filho é que não compra casa; só compra roupa de marca..."

Eu: ....

E assim se dá uma rebocada, assim se deixa em baixo quem em baixo está. Soubesse ela o quanto eu gostaria de poder ter o meu canto, conseguir acarretar financeiramente todos os encargos que uma casa envolve... Mas não, duvido que saiba...
Sempre pensei que me quisesse por perto, porque a idade avança e, mais cedo ou mais tarde, alguém terá de olhar pelos nossos ascendentes. Mas pelos vistos não...
A vontade é grande mas nada, absolutamente nada ajuda...

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14 fevereiro 2010

E porque não?

Nunca dei importância a datas... Aniversário, Dia da Mãe, Dia do Pai, Dia dos Namorados, Dia do Canário, etc... Datas impostas que me irritam soberbamente. Não me importa a data, importa tê-los! E pelo segundo ano consecutivo, a data arranha-me a garganta...
Se tal comemoração é assim tão importante, então façamos também um dia para o Encalhado. Porque não vou comemorá-lo no dia imposto. Vou comemorá-lo diariamente...



Alguém sabe onde fica? Hoje precisava mesmo de uma distracção...

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09 dezembro 2009

Um dia...


Com os olhos semi-cerrados na busca desesperada pelo café matinal, dou com este pacote de açúcar. Como não costumo pôr açúcar no café, o acto (ou ato, como preferirem) reflexo é atirar com o pacote para dentro da taça e deglutir lentamente o café enquanto vejo um mar de gente deambular na rua e um entra e sai quase frenético no café.

Mas hoje este saltou-me à vista. Peguei no telemóvel e fotografei-o.


Faz quase um ano. Faz quase um ano que fui deixado e que desabou o meu micro-mundo. A frase do pacote de açúcar levantou-me ainda mais incertezas. Um dia. Mas quando? O se. O se que eu odeio. O se que eu abomino. A indefinição que rege a minha vida há um ano.

Qualquer outro encontraria naquela frase uma esperança. Eu não consigo. O que vejo à minha volta tem a cor do céu que eu avisto do café: negro! Lisboa está negra.


Uma vez mais resigno-me. Deixo o café em direcção à empresa. Deixo também o pacote de açúcar. Talvez ele possa adoçar a vida de alguém...

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09 outubro 2009

Doce vontade...

A vontade laboral resume-se mais ou menos a isto...
Pelo menos o açúcar já tenho...

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01 outubro 2009

Quem é que põe travão nisto?

É tão bom quando saímos de casa e damos conta que não temos travões no carro, certo? Errado! Deverei ter estado perto daquilo a que comummente se chama de enfarte do miocárdio porque o aperto no peito foi tal que a única coisa que travou mesmo foi a minha respiração.
Nunca na vida andei tão devagar, com receio que algum geriátrico se atirasse para o meio da estrada (como é hábito) e não conseguisse parar a tempo. A cada semáforo quem mudava de cor era eu! Travar um carro sem travões, apenas com a embraiagem e com o travão de mão, é uma experiência única que nunca quis experimentar. Calhou-me hoje...
Estou tão farto desta puta deste chaço... Mas por que car**ho não me sai a merda do Euromilhões? Fonha-se...
Este ficava tão bem nas minhas mãos...


Resumindo e baralhando: chaço na oficina, volto para casa de autocarro. Que saudades eu tinha dos transportes públicos atulhados de velhos obesos que estancam no meio do corredor, putalhada acabada de sair da escola como se da Bronx tivessem sido expulsos, emigrantes sabe-se lá de onde que não se calam o tempo inteiro e grunhem coisas ininteligíveis!

Puta de vida...

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